Quem vai liderar no 1º turno?

Atualizado: 17 mar 2026, 17:03198 dias até a eleição10,000 simulações Monte Carlo

Probabilidade de liderar o 1º turno

Lula

Lula

99.4%

39.7% votos [37.2, 42.1]

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

0.6%

33.0% votos [28.3, 37.6]

Caiado

Caiado

0.0%

4.3% votos [3.7, 5.0]

Romeu Zema

Romeu Zema

0.0%

3.3% votos [2.7, 3.9]

Tarcísio

Tarcísio

0.0%

13.8% votos [5.8, 21.8]

Ratinho Júnior

Ratinho Júnior

0.0%

7.1% votos [5.7, 8.5]

Probabilidade de ser o mais votado no 1º turno. No sistema eleitoral brasileiro, se nenhum candidato ultrapassar 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam um 2º turno — portanto, liderar o 1º turno não garante a vitória.

Trajetória de Previsão

Linha sólida = dados históricos + previsão. Área colorida = intervalo de confiança 95%.

Comparação de Modelos

ModeloStatusRMSEPesoPeso Norm.
ARIMAok4.2750.234
4.9%
Bayesianok4.455
93.6%
Dynamic Regressionok14.1130.071
1.5%

Previsão por Candidato

CandidatoPrevisãoIC 80%IC 95%ModelosP(Vitória)
Lula
39.7%[38.1, 41.3][37.2, 42.1]399.4%
Flávio Bolsonaro
33.0%[29.9, 36.0][28.3, 37.6]20.6%
Caiado
4.3%[3.9, 4.8][3.7, 5.0]20.0%
Romeu Zema
3.3%[2.9, 3.7][2.7, 3.9]20.0%
Tarcísio
13.8%[8.6, 19.1][5.8, 21.8]20.0%
Ratinho Júnior
7.1%[6.2, 8.0][5.7, 8.5]20.0%

Testes de Significância

TesteVariávelEstatísticap-valorResultado
ADF (Estacionaridade)Pesquisas (Lula)-4.4030.0003 *Estacionária
ADF (Estacionaridade)ipca_12m-1.6920.4351Não-estacionária
Granger Causalidadeipca_12m → Pesquisas4.7760.0464 *Significativo
ADF (Estacionaridade)unemployment-36.4470.0000 *Estacionária
Granger Causalidadeunemployment → Pesquisas2.4700.1547Não significativo
ADF (Estacionaridade)consumer_confidence-1.9890.2915Não-estacionária
Granger Causalidadeconsumer_confidence → Pesquisas0.4990.4926Não significativo
ADF (Estacionaridade)selic-17.9530.0000 *Estacionária
Granger Causalidadeselic → Pesquisas0.0000.9853Não significativo
Conclusão: Por que Lula lidera as pesquisas?

O modelo econômico é estatisticamente significativo?

Marginalmente. O teste de razão de verossimilhança (LR = 7.76, p = 0.0512) fica no limiar da significância convencional — significativo a 10% mas não a 5%. Isso sugere que há uma relação entre economia e reeleição, embora a evidência não seja conclusiva com a amostra disponível de 34 eleições.

Entre as variáveis individuais, o crescimento do PIB é o preditor mais forte (p = 0.079), consistente com a teoria econômica do voto: eleitores tendem a recompensar incumbentes que presidem sobre crescimento econômico. A inflação tem o sinal esperado (negativo), mas não atinge significância estatística (p = 0.298), possivelmente devido à variância alta entre países com históricos inflacionários distintos.

A Teoria do Voto Econômico (Lewis-Beck & Stegmaier) postula que eleitores recompensam incumbentes quando a economia vai bem e os punem quando vai mal. Usando dados de 34 eleições em 9 países latino-americanos, nosso modelo de painel identifica os indicadores econômicos atuais do Brasil como fortemente favoráveis ao incumbente.

Probabilidade de reeleição (modelo econômico)82%IC 95%: 45% – 96%

Indicadores atuais vs média histórica

Crescimento do PIB+6.3%
Média vencedores: 3.8%Média derrotados: 1.0%

Na literatura, crescimento econômico é consistentemente o preditor mais forte de reeleição na América Latina.

Inflação3.8%
Média vencedores: 5.0%Média derrotados: 20.0%

Inflação controlada remove um dos principais motivos de punição eleitoral pelo votante.

Desemprego5.4%
Média vencedores: 8.1%Média derrotados: 8.0%

O menor entre todos os 34 casos do painel.

A combinação dos três indicadores posiciona Lula no quadrante mais favorável do modelo — alto crescimento, baixa inflação e baixo desemprego. Historicamente, nenhum incumbente latino-americano com este perfil econômico perdeu a reeleição na amostra analisada. Isso é consistente com a liderança observada nas pesquisas de primeiro turno: a economia não é o único fator, mas quando todos os indicadores apontam na mesma direção, a vantagem do incumbente tende a ser robusta.

Ressalva: este modelo captura apenas a dimensão econômica. Fatores como saúde do candidato, alianças partidárias, desempenho em debates, fragmentação da oposição e eventos imprevistos podem alterar significativamente o cenário até outubro de 2026.

Metodologia